terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA: Salomé Silveira conta o seu percurso musical desde de “The Voice Kids”

“Quando estou em cima do palco é deixar-me ir, libertar-me”

Salomé Lunta Silveira, tem 15 anos, é natural e residente de Abrantes. Em 2011, foi concorrente do programa da TVI, “Uma Canção para Ti” e finalista do “The Voice Kids” em 2014. Participou também no CD de Natal da Leopoldina.

Desde pequena que tem lutado para alcançar o seu sonho, ser cantora. Sonho esse, que lhe parece cada vez mais perto desde a sua participação no “The Voice Kids”.

Atualmente, apresenta um projeto mais maduro, acompanhada pela sua banda, e dá voz a temas de conceituados artistas como, John Legend, Marron 5, Katy Perry, Meghan Trainor, passando por Amália Rodrigues, Deolinda e Maria Guinot.


Quanto a projetos futuros, Salomé Silveira, pretende um dia dar voz a músicas idealizadas por si e, quem sabe, lançar o seu próprio disco. 

Enquanto isso, vai conciliando os seus estudos com a carreira musical, pois pretende também, tirar um curso na área da medicina.


Como surgiu a ideia de ingressares no mundo da música?

Desde pequenina que canto. Penso que apanhei o gosto através do meu avô. Ele tocava acordeão e eu sempre ouvia-o tocar, a concertar o instrumento. Talvez tenha sido daí.

Foste finalista do “The Voice Kids”. Foi um sonho alcançado ou apenas um caminho em direção ao sonho?

Acho que foi as duas coisas, mas essencialmente um caminho ao sonho, que é ingressar no mundo da música e ser cantora, claro.

Quais as principais mudanças que sentiste na tua vida após esse grande acontecimento?

Comecei a sentir as mudanças a partir do programa, “Uma Canção para Ti”. Era um programa que tinha mais impacto nas pessoas, e também foi a primeira edição kids. Sinto que as pessoas passaram a reconhecer-me, principalmente aqui em Abrantes. Tenho tido também alguns convites, algumas propostas. Essencialmente tem sido só isso.

Qual tem sido o feedback que tens sentido das pessoas?

Positivo, penso que gostam de me ouvir cantar.

Como é que surgiu a ideia de te unires a uma banda?

Eu sempre quis tocar com uma banda, sinto que é um apoio diferente. Tocar com instrumentais não é a mesma coisa. Surgiu a oportunidade de fazer um espetáculo na Ponte de Sor com uns músicos, que atualmente são a minha banda, no qual a minha mãe sugeriu fazer a banda. Inicialmente, pensei em pessoas jovens da minha idade. Mas pronto, eles ouviram-me cantar, gostaram tanto que quiseram participar comigo.

Agora, como membro da banda, dás voz a temas de grandes artistas. Tens como objetivo um dia dares voz a alguma música idealizada por ti?

Sim, sim! É isso que estamos a procurar neste momento, fazer originais. Eu escrevo alguma coisa mas não as mostro. Isso porque escrevo quadras soltas, mas pode ser que algum dia as junte todas e surja qualquer coisa.

O que é que sentes quando sobes ao palco?

Antes de subir ao palco, sinto um bocadinho de nervosismo, principalmente quando estou com a banda, pela responsabilidade. Também porque desde que estou com a banda, faço espetáculos com um maior número de pessoas. Festas da cidade, etc... Quando estou em cima do palco é deixar-me ir, libertar-me. Depois, só tenho de adaptar-me às várias situações que vão ocorrendo.

Tens algum cantor, algum ídolo ou alguma referência que te impulsiona a seguir em frente com o teu sonho?

Gosto imenso da Beyoncé, acho que ela é muito completa naquilo que faz. Talvez seja ela o meu ídolo, mas tenho um bocadinho de ídolos em cada género de música.

Quais os projetos que tens em mente?

Neste momento escrever originais e talvez lançá-los, editar um disco. Tentar ter uma carreira.

Desde a tua saída do “The Voice Kids” até agora, achas que enquanto cantora, já evoluíste? 

Sim, no “The Voice”, tínhamos professores de canto que nos ajudavam imenso. Sinto que evolui muito desde ai. Apesar de ter tido aulas de canto antes, as opiniões deles, contaram imenso. A forma como me ajudaram naquilo que é o grande espetáculo, que é a televisão, e naquilo que é grande palco, que é  “The Voice”.

O que achas que ainda tens a melhorar?

Muita coisa claro. Há muita coisa que ainda tenho de melhorar, tenho de aprender. Ainda não sei tudo. 

Onde te imaginas no futuro em termos musicais? 

Gostaria que fosse conhecida pelo meu trabalho, não só a nível nacional como internacional, quem sabe.

Em que género de música pretendes apostar?

Esse é o meu grande dilema. A minha banda está sempre a dar-me na cabeça em relação a esse assunto. Neste momento canto pop, fazemos algumas versões de blues, jazz e também faço noites de fado. Mas, acho que não vou ingressar pelo fado. Queria seguir pelo pop. Acho que é mais a minha onda, até porque gosto muito de dançar.

Tens alguma outra ambição para o teu futuro para além de ser cantora?

Para além de querer ser cantora, também gostaria de tirar um curso na área das ciências. Ainda não tenho muito bem a certeza o quê. Talvez psicologia. Não sei. Também gostava de tirar um mestrado em genética, algures por essas áreas. Ainda não sei.

Como tens conciliado os estudos com a tua carreira musical? 

Tenho que conseguir. Não tenho más notas. Tento gerir as duas coisas. Ás vezes é um bocadinho complicado, porque nos dias que tenho de estudar mesmo, tenho ensaios. Mas tento compensar noutros dias, para facilitar.

O que é que mais te marcou no meio de todo o teu percurso musical?

Talvez tenha sido “The Voice”. Ter conhecido a Raquel Tavares. Foi uma grande ajuda e tornou-se muito próxima. Foi muito querida para mim e deu-me vários conselhos. Mas essencialmente, foi ter partilhado o palco com vários artistas.

Que mensagem queres deixar para jovens que sonham entrar para o mundo da música? 

Se quiserem mesmo isso, o mais importante é não desistir. O mundo da música é muito complicado, não é nada fácil. Como tal é preciso não desistir, lutar muito e trabalhar, claro. Por que sem trabalho não se chega a lado nenhum.

Patrícia Tavares
Créditos da Foto: Facebook Salomé Silveira 

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